segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

MÚSICA PARA BEBÉS | Biblioteca Municipal de Benavente


Neste espaço de partilha de sons a Biblioteca contou com a colaboração de elementos do Coro do Município que permitiram a todos usufruir de um pequeno concerto de Natal. Contamos, igualmente, com a dinâmica do maestro Daniel Manuel.

HORA DO CONTO "A MANTA" | Os nossos momentos...

COM POZINHOS DE PERLIM…PIM…PIM…
13 de Dezembro | Biblioteca Odete e Carlos Gaspar

A Manta é um álbum sobre a memória e o valor afectivo que transporta. Os pedaços cosidos da vida de uma família são recontados pela matriarca, a avó. No nosso espaço de Hora do Conto partilhamos com todos o conceito de GENEALOGIA e os afectos que a ele estão inerentes.
Todos fizeram a sua árvore genealógica.
Para além disso, a nossa Manta pretende retractar as histórias guardadas neste livro assim como lançar a curiosidade para as novas histórias que iremos partilhar.
Os nossos amigos irão fazer crescer esta MANTA…

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

"Como Apanhar uma Estrela" na XVI Feira do Livro do Município de Benavente

A nossa Feira do Livro tem recebido a visita de muitas turmas dos Agrupamentos de Escolas de Samora Correia e Benavente! 
Entre Feira do Livro, exposições e horas do conto estas revelam-se visitas muito ocupadas!

Ontem de manhã, as turmas dos Jardins de Infância da Lezíria, Samora Correia, estiveram connosco para descobrirem como é que se apanham estrelas e desfrutarem do nosso Palácio! Uma manhã de príncipes e princesas! 






quinta-feira, 6 de novembro de 2014

As bruxas malvadas fazem bem aos meninos

Bruxa Arreganhadentes

HALLOWEEN

As bruxas malvadas fazem bem aos meninos

Com ou sem chapéu, vassoura ou roupa preta, as bruxas dos contos tradicionais ajudam as crianças a superar medos. Os pais que se arrepiam são os que têm medo do medo dos filhos.
Na versão original da história da Branca da Neve, no final, a Bruxa é obrigada a calçar uns sapatos de ferro e a dançar sobre brasas até morrer. “Uma mãe e um pai normais dizem: ‘Que horror, é muito violento.’ Mas naquele momento é o que a criança precisa. Para se sentir segura”, diz Dora Batalim, coordenadora da pós-graduação em Livro Infantil na Universidade Católica de Lisboa, para quem são muito importantes as histórias tradicionais no combate aos medos. “Elas concebem os seus lugares de escuridão, Mas acabam bem.” E o que é acabar bem? “Os maus desaparecem. São mortes claras.”
Para esta investigadora-bolseira da Faculdade de Ciências e Tecnologia em Literatura Infantil, “os pais contemporâneos têm medo do medo e têm medo das bruxas”. No entanto, alerta para alguns cuidados a ter visualmente na escolha das imagens a mostrar às crianças, sobretudo nas idades mais baixas, “uma coisa é dizer que a bruxa calçou uns sapatos de ferro e dançou até morrer, outra é mostrar um desenho muito sádico com ela a arder”. Não é preciso nem aconselhável.
Mas os miúdos, diz, precisam de enfrentar os medos: da bruxa, do gigante, do fantasma. E recorda o título de um livro a esse propósito Pôr o Medo a Fugir(Miguel Gonçalves, Campo das Letras, 2000).
Numa acção nos serviços educativos da Gulbenkian que orientava em parceria com a autora e ilustradora Margarida Botelho, esta colocava um lenço na cabeça e assim se transformava na bruxa de Hansel e Gretel. “Não se imagina a reacção daqueles miúdos. Eles não têm lugar para que os medos saiam.” Uma mãe queixou-se da selecção de histórias. “Mas este texto foi testado ao longo de milhares de anos. Era uma mãe muito interessante até, mas com pânico de que a miúda sentisse medo”, conta.
Dora Batalim explicou-lhe a função dos contos tradicionais: “As crianças precisam de ter elementos muito concretos para poderem depositar neles, a preto e branco, os seus próprios medos.” E explicou-nos também: “Todas as angústias infantis existem, é um dado, estão mais que comprovadas pelos psicólogos. Para crescer, temos de expressá-las a arrumá-las e por isso é que todas as histórias tradicionais têm estes valores muito grandes, que ajudam a arrumar o mapa emocional.”
E até certa idade têm de ser a “preto e branco”: “Os ricos são ricos, os pobres são pobres; os bons são bons, os maus são maus. Há, pelo meio, um que faz a ascensão de um a outro lugar (deixa de ser pobre e torna-se rico, por exemplo), por um acto de valentia, de coragem ou outra coisa qualquer.”
Deixar o lobo ser mau
Só quando já são maiores é que já podem brincar com as premissas. “Até lá, é importante manter o Lobo Mau. Não é o da serra da Malcata. Os miúdos sabem que aquele não é o de ‘era uma vez…’”
O hibridismo e o suavizar das histórias é que “baralha tudo”. Coleccionadora de versões de Hensel e Gretel, descreve como, numa delas,
as crianças, que foram abandonadas pelo pai e estão cheias de medo, são representadas “num bosque florido, cheio de passarinhos, e a bruxa até é gorducha e colorida”. Se há que ter cuidado com as imagens, não se pode adulterar desta forma. “É o mesmo que estar num funeral a tocar música pop. Não combina”, conclui.
Dora Batalim, também professora na Escola Superior de Educadores de Infância Maria Ullrich (Lisboa), gosta particularmente da história da Bruxa Arreganhadentes (Tina Meroto & Maurizio A. C. Quarello), que traduziu para a OQO Editora. “É um sucesso para quem tem quatro ou onze anos. É o protótipo da bruxa de verdade. Só faz mal até onde o nosso medo chegar.”
Baseada num conto turco-russo, não tem os acessórios tradicionais, “não tem chapéu nem vassoura e não está vestida de preto, obriga-nos a olhar com um respeito maior, mexe connosco por dentro”. As bruxas tipificadas “já nem sequer provocam medo”.
Esta, a Arreganhadentes, é muito malvada, tem poderes e objectos mágicos, mas a criança enfrenta-a e escapa de ser a refeição dela. “Quando eu criança tenho poder, a bruxa desinfla, desincha, como um balão. A criança aprende a impor-se.”
Bruxas, mas pouco
Há um outro registo de bruxas, mais simpáticas, mas que nada têm que ver com as tradicionais nem estão a tentar misturar códigos. Dá o exemplo da Bruxa Bublina, da escritora Manuela Bacelar (1996, Desabrochar). “É uma bruxinha muito bonita. São as primeiras versões de uma bruxa portuguesa que é uma menina.” Tem um gato chamado Gráfiko e usa a palavra mágica “Xarimarifok”.
Um outro diferente, mas também feliz, Fada-Bruxa (Brigitte Minne, Carl Cneut, Kual Editora). A Rosinha é uma fada que vive com a mãe num castelo dourado em cima de uma nuvem. Ser fada aborrece-a, como têm de estar sempre bonitas, limpas, as fadas não podem andar de patins ou de barco, nem fazer migalhas quando comem.
É por isso que um dia decide que já não quer ser assim, antes prefere ser bruxa para poder gritar, rir, andar de barco e sujar-se à vontade. A mãe fica irritada com este desejo e manda-a para a floresta das bruxas esperando que esta se arrependa e volte para casa.
Por último, a famosa Bruxa Mimi (Valerie Thomas e Korky Paul, Gradiva): “É um registo de paródia, não está a agir sobre os medos. É uma bruxa e aí tem que ver com tal chapéu, o tal gato, a tal vassoura, quer que reconheças os estereótipos da bruxa para depois brincares com eles.” Dora Batalim diz que “todos os professores a conhecem e atestam, é desastrada, cómica, tonta, trapalhona - é um pouco a ‘nossa’ Madame Min, aqui misturada com a Maga Patalógica, porque esta até é elegante”.
Quando a Bruxa Mimi fez 20 anos, a autora Valerie Thomas contou ao PÚBLICO que quis criar uma personagem que pudesse mudar as cores do mundo. “E uma bruxa pode fazê-lo”, disse. “Ela é uma bruxa, mas não há nada nos livros que provoque inquietação ou medo.” Disse ainda que “tentava criar o máximo de situações para divertir as crianças, as fazer rir, mas sem crueldade”.
Contou orgulhosa como o primeiro título, A Bruxa Mimi, foi usado em escolas na Palestina para mostrar que é possível resolver problemas sem haver conflito. No livro, há uma discórdia entre a bruxa e o seu gato Rogério. Acaba bem. E ninguém morre.


http://lifestyle.publico.pt/artigos/341010_as-bruxas-malvadas-fazem-bem-aos-meninos/2


terça-feira, 4 de novembro de 2014

HORA DO CONTO... E TODOS DE PIJAMA...


Já têm o vosso outfit preparado para mais uma noite de pijama?!

Queremos ter famílias aprumadíssimas para partilharem connosco a história "O Menino Que Não Sabia Brincar" dos Mundos de Vida. Escrito para filhos e pais, este terceiro livro do "Dia Nacional do Pijama" é uma história maravilhosa que fala sobre a importância de uma criança ser compreendida, sobretudo quando precisa de realizar a tarefa mais importante da sua vida: brincar!

Participem...
E não se esqueçam de virem de pijama vestido ;)

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Eu vim à Biblioteca!...


Numa manhã de Outono as crianças das salas dos 2 anos da Creche e Jardim de Infância de Benavente vieram à Biblioteca conhecer o Sr. Caracol.
O nosso amigo sentia-se escuro e sem brilho até que a Caracola lhe disse que ele era bonito. Com os seus pauzinhos ao sol, anda que anda, fala que fala, descobriram juntos aquilo que significa a amizade.

28 de Outubro 2014 | Biblioteca Municipal de Benavente

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Biblioteca Municipal de Benavente

Horário

de 01 a 31 de Agosto
de segunda a sexta

das 9.30 às 17.30 horas
[Não encerra no período de almoço]

terça-feira, 1 de julho de 2014

Dia Mundial das Bibliotecas, 1 de Julho

Hoje, no DIA MUNDIAL DAS BIBLIOTECAS
tivemos uma Biblioteca muito, muito científica...

Os nossos pequenos cientistas produziram magníficos "Pegamonstros" estabelecendo, desta forma, uma ligação direta entre ciência e entretenimento.
Pretendemos, assim, que as crianças intervenientes possam descobrir e aprender, interessando-se pela Ciência.





terça-feira, 15 de abril de 2014

1º ENCONTRO DE LITERATURA PARA A INFÂNCIA


Dia 10 de maio, irá realizar-se, na Escola Superior de Educação de Lisboa,  
1º Encontro de Literatura para a Infância.
 
 




 

quarta-feira, 19 de março de 2014

Dia do Pai Com Poesia



Nasceu-te um Filho

 
                                                                   Nasceu-te um filho. Não conhecerás,
                                                                   jamais, a extrema solidão da vida.
                                                                  Se a não chegaste a conhecer, se a vida
                                                                  ta não mostrou - já não conhecerás

                                                                 a dor terrível de a saber escondida
                                                                 até no puro amor. E esquecerás,
                                                                 se alguma vez adivinhaste a paz              
                                                                 traiçoeira de estar só, a pressentida,

                                                                 leve e distante imagem que ilumina
                                                                uma paisagem mais distante ainda.
                                                                Já nenhum astro te será fatal.

                                                               E quando a Sorte julgue que domina,
                                                               ou mesmo a Morte, se a alegria finda
                                                               - ri-te de ambas, que um filho é imortal.

 
                                                                                                             Jorge de Sena, in 'Visão Perpétua'